quinta-feira, 25 de novembro de 2010

raio de sol.

sabe esses dias em que as coisas não parecem fazer sentido? ou que seus atos não correspondem aquilo que você realmente queria ter feito? foi num desses dias de céu fechado que tudo começou. o ócio deu lugar à adrenalina, que, por sua vez, não fazia bem algum, a não ser que falsos prazeres estejam inclusos no 'pacote para viagem'.
o céu continuava fechado e eu, cada vez mais, me sentia preso. não preso fisicamente, e sim mentalmente. preso por meus próprios medos, por meus próprios atos, por minhas próprias frustrações. estava imerso num desejo insaciável... a gaiola da minha mente estava se fechando, e prendendo com ela toda a esperança, toda a expectativa de mudança.
por mais que os raios de sol surgissem pelas frestas das descuidadas nuvens negras, eram rapidamente reprimidos, de modo que as tempestades voltassem, e com mais fúria, com mais desejo de permanecer.
às vezes, o desespero domina, e a vontade é de rasgar as nuvens negras, de modo que os raios de sol tornem a brilhar, de modo que os raios de sol reflitam pelos campos, por cada parte do meu eu.
quem me dera ser um pássaro livre, podendo desprezar a gaiola, podendo voar no azul do céu, sob os raios de um sol que insiste em brilhar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário