domingo, 27 de junho de 2010

traço.

há quem diga que 'viver é desenhar sem borracha', que ' é enfrentar um problema atrás do outro'.
as pessoas têm medo de viver, de desenhar sem poder apagar. por isso, se privam da consequente obra de arte que seria desenhada.
viver é tão bom, tão prazeroso. só que as pessoas costumam achar que viver bem é sinônimo de viver muito. coisas tão distintas.
para viver bem, é necessário ter sabedoria para decidir, coragem para agir, consciência para julgar. é preciso também um bocado de loucura para esquecer esse mundo tão regrado e tão 'sério', um pouco de respeito pelas coisas, pelas pessoas, por si mesmo.
viver não é estar sempre calculando nossos atos. e sim, viver espontanea e livremente. e sim! erraremos muito com o decorrer do 'desenho', mas também é necessário ter humildade pra admitir que errou. e, principalmente, ter atitude para mudar o rumo.
não podemos deixar que nossa vida seja só um traço, que separa o dia em que nascemos e o dia em que morreremos. é imprescindível que vivamos, que façamos, que erremos, que tentemos de novo, que consertemos e que, sobretudo, aprendamos com nossos erros e saibamos diferenciar o bem do mal, o certo do errado, o lícito e o ilícito.
'é preciso saber viver'

sábado, 19 de junho de 2010

mais vida.

sinceramente? eu cansei. cansei de ver um mundo tão capitalista, tão interesseiro, tão medíocre. pessoas tão hipócritas, falsas, indiferentes. cansei dessas pessoas 'sem problemas', totalmente felizes, independente da ocasião.
cansei também de tantas atitudes impensadas, influenciadas ou com outras intenções. cansei de ver pessoas fazendo coisas no único intuito de que o mesmo seja feito por ela, 'retribuído'.
cansado de ver como, e cada vez mais, sentimentos perdem valor, opiniões passam a ser deixadas de lado e a razão é substituída por 'ordens', regras, pelo senso comum.
até quando as pessoas vão continuar assim? até quando tanta hipocrisia, tanto orgulho, soberba e ódio vão ser 'cultivados' e estimulados? até quando as pessoas vão se deixar dominar por outros só para se sentirem mais 'íntegras' perante uma sociedade fútil e ridícula? até quando o interesse vai falar mais alto? até quando pessoas vão continuar se socializando por interesse? até quando as pessoas se manterão no 'automático', se privando de sentimentos, emoções e razões? até quando?
o pior de tudo é ver que as pessoas estão se tornando máquinas. daqui a pouco, para entendê-las, teremos que ler manuais e manuais. e é tão triste isso.
humanize. esquive-se dessa 'ditadura' social. pense por você mesmo, não mude por nada nem ninguém. repense seus atos, seus conceitos, sua rotina. acrescente sensibilidade, vida, felicidade. deixe de lado todo baixo astral, todo medo, dúvida e incapacidade. abandone a frieza e a indiferença da nossa sociedade hipócrita e consumidora. humanize. agindo assim será vital pra você, pro seu coração.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

para sempre?

era uma vez um objeto. tão simples, comum e magnífico ao mesmo tempo. objeto de um garoto que, assim como o objeto, era comum, mas que nem sempre usava aquele. ou usava de forma errada. ou então usava no intuito de acertar, mas acabava errando.
toda vez que agia, usava esse objeto para 'julgar' o ocorrido. e sabia quando acertara e quando errara. e, sabendo do erro cometido, tentava mudar o rumo, o climax do conto.
o que agravara o contexto nem eram as ações, mas as outras personagens. secundárias, terciárias ou até mesmo antagonista. eram eles quem faziam com que o garoto usasse o objeto. às vezes de forma certa, outras de forma errada.
foi então que o garoto decidiu que nada mais o atrapalharia no uso desse objeto e na busca de seus objetivos. que nenhum vilão ou mocinho ofuscasse sua visão, que o fizesse perder seu foco.
determinação. essa foi a palavra. ele determinou ações que determinariam seu futuro determinante. mais do que determinar, ele foi determinado. provou para si mesmo que esse objeto seria de uso exclusivamente seu. que nenhuma massa, senso ou manipulador a tocaria.
e assim termina esse conto. não que ele realmente tenha terminado. muito pelo contrário. o conto continua a ser escrito, sendo suscetível a mudanças. sem final feliz ou triste para sempre.
aah, o objeto? é uma mente. a mente do garoto. o garoto? aah, eu.
seja bem vindo ao conto. seja bem vindo ao meu conto. um conto de vida real.

questão de opinião

opinião. tantas, tão diversas, tão distantes. ou não. às vezes parecidas, as mesmas ou extremas. mas ainda opinião.
é isso que mais me cativa. as diferentes opiniões. e as diferentes mentes 'opinadoras'. ver que as pessoas pensam diferente. melhor, ver que as mesmas coisas tem significados, possibilidades diferentes pra cada um.
me dá tanta raiva saber que pessoas têm se deixado manipular, se deixado levar, enganar por opiniões alheias. esquecem e desprezam a sua própria opinião para dar apoio ao senso comum. viram marionetes, bonecos, brinquedinho na mão de outros.
mas, melhor ainda do que ver as diversas opiniões é ver que os valores, motivos, possibilidades e desejos mudam de acordo com as opiniões. porque, 'pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião'. isso é questão de opinião. tudo é só uma questão de opinião.

sábado, 5 de junho de 2010

'a ofensa é pessoal'

inveja. tá aí uma coisa que eu não sinto. não me julgues ser melhor por não tê-la ou não sentí-la, mas sim pelo fato de conseguir viver sem. que fique bem claro: não é fácil, pois no jardim do vizinho sempre chove mais, os problemas dele são sempre menores que os seus, as nuvens sempre encobrem sua janela. nunca estamos satisfeitos com o que temos. nunca.

lidar com a inveja e/ou com o invejoso é difícil. pior ainda é quando somos vítimas dos invejosos. como um amigo meu disse: pior que sentir inveja, é provocar a inveja alheia. sempre podemos ser alvo de inveja, sempre. não estamos livres disso.

muitas vezes, atos tão pequenos, tão mínimos são capazes de despertar tanta inveja nas pessoas. às vezes o nosso jeito de ser, de escrever, de vestir, as nossas amizades ou até mesmo nossa felicidade pode fazê-las sentir inveja de nós. e esse é o pior tipo: a inveja pelo que somos. éé... tem gente que sente inveja da felicidade dos outros. o problema é que, a qualquer momento, essa pessoa pode perder o controle e tentar roubar assassinar, esquartejar nossa felicidade.

vai o alerta: se você já se pegou triste pelo 'sucesso' de alguem, cuidado! isso pode ser inveja. se você não tomar uma atitude, pode crescer e se tornar um problema pra você e para outras pessoas.

outra: não provoques a inveja do teu próximo. o pior atingido será você mesmo. quem sente inveja não mede esforços pra arruinar o 'sucesso' alheio.


'torcer pra que o meu sucesso acabe
pra quê, acho que nem você sabe.
eu sei: 'cê' não pôde ser o que sempre quis
então não suporta ver ninguém feliz'
-a inveja é uma merda / ultraje a rigor

por israel boechat.
adaptações por jayro teixeira :)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ética nossa de cada dia nos dai hoje...

quanto mais observamos nosso meio, menos acreditamos que possa existir ética ou mesmo uma humanidade ética. Humanidade essa que, muitas vezes, não mede esforços pra alcançar seus objetivos, que age de forma preconceituosa e desonesta e, assim, fere os princípios éticos.
essa humanidade, por viver num mundo capitalista, está acostumada com a indiferença ao que diz respeito os princípios morais, éticos. Nossos governantes são exemplos a não serem seguidos, pois deixam de lado a busca pelo bem comum, para buscar os seus próprios interesses.
convivemos com pessoas que não tem princípios, caráter e nem senso do que se pode fazer sem que outras pessoas sejam ‘atingidas’. Pessoas que seguem o princípio de ‘os fins justificam os meios’ ao pé da letra, sem realmente levar em conta nas conseqüências, ‘prejuízos’ que podem causar.
e, por último, mas não menos errado, nossas atitudes preconceituosas, que nos provam o quão antiéticos somos em determinados momentos. Ao agirmos, de alguma maneira, com preconceito, deixamos a razão para o escanteio e usando a ignorância e insensatez.
portando, se agimos de modo antiético, intencionalmente ou não, é hora de rever nossos conceitos, mudar essa situação. Vale a pena lembrar que uma sociedade com ética necessita de indivíduos éticos como apoio.


fiz esse texto pra escola,
mas achei legal :p