'todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu'. é com esse trecho de música (da maria gadú, diga-se de passagem) que eu começo esse texto. e logo venho explicando que 'a gente' se refere só a mim mesmo. ou seja, o texto não vai ser nada meloso, nada romantico, kkk.
eu tava pensando num dia desses nos caminhos que a nossa vida se depara. muitas trilhas, vários pistas expressas, mas paralelepípedos também. eu digo no sentido das dificuldades, das alegrias e facilidades. mas penso também que tudo tem uma finalidade. talvez o paralelepípedo ensine a uma mulher o quão difícil pode ser andar de salto por ele. ou uma trilha ensine a um homem que a melhor opção é sempre um bom tênis.
não sei se vocês entenderam a ironia das situações, mas a idéia é bem simples: todos os caminhos que enfrentamos nos propõe um desafio e esse desafio, na maior parte das vezes, só nos faz ensinar. ensinar a levantar, se cair. ensinar a continuar tentando, se parecer difícil. ensinar que talvez o caminho 'certo' pode ser o errado e o melhor a se fazer é dar meia-volta, como num ato de arrependimento, de humilhação, e continuar por um outro caminho que nos venha, novamente, a parecer o 'certo'.
por tantos caminhos que nos arriscamos, aprendemos que eles são necessários para nos fazer melhor. que nossa vida com as facilidades, por mais que isso possa parecer hipócrita e falso, não teria graça alguma. afinal de contas, o que teríamos para nos orgulhar se tudo nos fosse dado de 'mão beijada'? nada...