quarta-feira, 16 de junho de 2010

para sempre?

era uma vez um objeto. tão simples, comum e magnífico ao mesmo tempo. objeto de um garoto que, assim como o objeto, era comum, mas que nem sempre usava aquele. ou usava de forma errada. ou então usava no intuito de acertar, mas acabava errando.
toda vez que agia, usava esse objeto para 'julgar' o ocorrido. e sabia quando acertara e quando errara. e, sabendo do erro cometido, tentava mudar o rumo, o climax do conto.
o que agravara o contexto nem eram as ações, mas as outras personagens. secundárias, terciárias ou até mesmo antagonista. eram eles quem faziam com que o garoto usasse o objeto. às vezes de forma certa, outras de forma errada.
foi então que o garoto decidiu que nada mais o atrapalharia no uso desse objeto e na busca de seus objetivos. que nenhum vilão ou mocinho ofuscasse sua visão, que o fizesse perder seu foco.
determinação. essa foi a palavra. ele determinou ações que determinariam seu futuro determinante. mais do que determinar, ele foi determinado. provou para si mesmo que esse objeto seria de uso exclusivamente seu. que nenhuma massa, senso ou manipulador a tocaria.
e assim termina esse conto. não que ele realmente tenha terminado. muito pelo contrário. o conto continua a ser escrito, sendo suscetível a mudanças. sem final feliz ou triste para sempre.
aah, o objeto? é uma mente. a mente do garoto. o garoto? aah, eu.
seja bem vindo ao conto. seja bem vindo ao meu conto. um conto de vida real.

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