Nesta segunda-feira, morreu um dos jornalistas mais importantes e conhecidos (principalmente pelos mais velhos, claro) do Brasil, o mestre Armando Nogueira.
Importante, porque foi um dos pioneiros no telejornalismo. Foi ele que criou o Jornal Nacional!
Conhecido, porque tinha no jornalismo sua vida, e fazia dela a mais perfeita possível.
Mestre, porque era diferente. Frases diferentes. Qualidade diferente. Enfim, era um jornalista especial, fora dos padrões ou regras.
Jornalista esportivo, Armando mostrou a todos um outro lado do esporte, principalmente do futebol. Seus comentários, sempre poéticos e metafóricos, foram eternizados. Um lado belo, que dentro dos estádios, nos gramados, pelas TVs ou pelo rádio ninguém via. Ou melhor, me corrigindo, só Armando via!
O objetivo não é endeusar (se é que existe essa palavra) ninguém. Mas sim abrir uma discussão que vai além dos campos de futebol. Pode ter morrido um dos últimos grandes jornalistas com visão poética do Brasil. Achando bonito ou não, todos reconhecem que o fato de Armando Nogueira ser um mestre na sua profissão se deve pela sua grande inteligência, que o inspirava a escrever. Hoje não temos tantos como ele. Os textos que são feitos não têm uma beleza poética, não possuem uma riqueza
Já percebeu que as pessoas conversam menos hoje em dia? E outra, quando conversam, trocam palavras como “oi”, “tudo bem”, e só. As conversas são curtas. Não se tem mais os longos papos das noites
“Pelé é tão perfeito que se não tivesse nascido gente, teria nascido bola.”
“Para Mané Garrincha, o espaço de um pequeno guardanapo era um enorme latifúndio.”
Frases como estas de Armando Nogueira foram eternizadas. Não por ser dele, mas por ser de alguém que teve a inteligência para ter capacidade de escrevê-las. Isso é o que falta para termos mais “Armandos”.
Então é isso. Um abraço a todos!
texto feito por Israel Boechat
na verdade, eu nem tava sabendo disso :/
ResponderExcluire concordo contigo sobre o 'sumiço' dos textos realmente bons. uma grande pena :(