segunda-feira, 29 de novembro de 2010

hapness

em determinados momentos, nossas vidas tomam rumos inesperados. percebemos que tudo aquilo que levamos tempo para construir pode se acabar com um estalar de dedos, causados, quem sabe, por uma palavra, um gesto não pensado.
e é isso que mais dói, que mais incomoda: o fato de não ter pensado naquilo que faríamos, de não ter imaginado se a nossa atitude seria egoísta o suficiente para causar sofrimento a alguém, se não estaríamos agindo burramente.
ruim também, é perceber que aquele gesto mal pensado, mal interpretado, causou uma 'destruição' suficientemente grande para afastar-nos daquilo que tanto gostávamos.
a parte boa nisso tudo é que isso nos ensina. ensina a pensar mais do que falar, a agir segundo a razão e não o coração, ensina a termos mais maturidade, a sermos mais confiantes e a não estagnarmos.
afinal de contas, somos jovens, independente das idades. somos livres e suscetíveis a felicidade.
pois então, que venha a felicidade!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

raio de sol.

sabe esses dias em que as coisas não parecem fazer sentido? ou que seus atos não correspondem aquilo que você realmente queria ter feito? foi num desses dias de céu fechado que tudo começou. o ócio deu lugar à adrenalina, que, por sua vez, não fazia bem algum, a não ser que falsos prazeres estejam inclusos no 'pacote para viagem'.
o céu continuava fechado e eu, cada vez mais, me sentia preso. não preso fisicamente, e sim mentalmente. preso por meus próprios medos, por meus próprios atos, por minhas próprias frustrações. estava imerso num desejo insaciável... a gaiola da minha mente estava se fechando, e prendendo com ela toda a esperança, toda a expectativa de mudança.
por mais que os raios de sol surgissem pelas frestas das descuidadas nuvens negras, eram rapidamente reprimidos, de modo que as tempestades voltassem, e com mais fúria, com mais desejo de permanecer.
às vezes, o desespero domina, e a vontade é de rasgar as nuvens negras, de modo que os raios de sol tornem a brilhar, de modo que os raios de sol reflitam pelos campos, por cada parte do meu eu.
quem me dera ser um pássaro livre, podendo desprezar a gaiola, podendo voar no azul do céu, sob os raios de um sol que insiste em brilhar.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

mentes vazias

eu fico pensando: como as pessoas são ruins! ruins sim! e isso inclui a todas as pessoas. até porque, até as pessoas mais 'bobinhas', 'boazinhas' e 'frágeis' também sabem ser más quando lhes convém.

você se pergunta: 'o que esse garoto tá querendo dizer?'. a resposta é bem simples: somos, infelizmente, uma sociedade composta por indivíduos maus. não que esses indivíduos tenham que matar ou roubar para se enquadrarem na classificação de 'baad people'. basta, simplesmente, uma omissão de socorro, uma negação à quem realmente precisa, maltrato, indiferença. mas o que me fez escrever esse post hoje tem nome e, graças às nossas mentes pérfidas, vem crescendo: trata-se do bullying.

muitas pessoas não o conhecem, fingem não conhecer ou simplesmente o pratica, mas não o conhece por esse nome. é, meus caros. esse 'fenômenos' vem crescendo em nossas escolas, bairros, cidades e até mesmo em nossas próprias casas.

sejamos um pouco didáticos: bullying é um tipo de agressão, física ou psicológica, que acontece várias vezes e propositalmente. o objetivo? simplesmente se divertir às custas de outras pessoas, humilhando-as. essa humilhação pode ser por meio de apelidos indesejados, zoações em público, agressões físicas.

daí eu paro e penso: como nós, humanos, podemos fazer isso com outros humanos? qual é a diversão em humilhar uma pessoa, fazê-la ser motivo de chacota, diminuí-la em público? é uma vergonha ver que isso só cresce, quando devia diminuir.

na minha opinião, uma pessoa que pratica tal ato ou é insensível ao ponto de não se importar com nada ou, algum dia, já esteve no papel de vítima do bullying, tendo que apelar ao mesmo para se 'vingar' de uma sociedade sem escrúpulos.

não podemos continuar agindo de tal maneira. se as pessoas são diferentes, respeitemos. acredito que ninguém gostaria de nascer 'diferente' se soubesse como seria tratada. se você for um desses que pratica o bullying, ponha-se no lugar da vítima, e imagine como deve ser a experiência de ser agredido o tempo todo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

'... os problemas do Brasil parecem ser os mesmos desde o descobrimento. a renda concentrada, a maioria da população sem acesso a nada. a classe média paga o ônus de morar num país miserável. coisas que, parece, vão continuar sempre. nós teríamos saída, pois nossa estrutura industrial até permitiria isso. o problema do Brasil é a classe dominante, mais nada. os políticos são desonestos. a mentalidade do brasileiro é muito individualista: adora levar vantagem em tudo. (...) a minha ideologia é a da mudança. nada de partido político. é a coisa de mudar o Brasil, em qualquer dimensão. eu não tenho partido, sério. mas estou com as pessoas que podem mudar alguma coisa, dou a maior força.'
cazuza

terça-feira, 28 de setembro de 2010

em defesa da vida

estamos vivendo um período de capitalismo extremado, de competição acima de tudo. as pessoas se esquecem de que devem e podem ser felizes. se esquecem de seus valores para, simplesmente, conseguir algo que lhe traga benefícios. preferem ser comprados do que se manterem fiéis aos seus princípios.
quando olhamos o mundo ao nosso redor e vemos pessoas que matam sem sentir remorsos, pessoas que não têm amor nem piedade por nada nem ninguém. pessoas que são individualistas, egocêntricas e narcisistas. eu, sinceramente, sinto medo quando me deparo com tais atitudes.
como pessoas desse tipo podem viver numa sociedade, onde a principal meta é beneficiar a todos? como essas pessoas podem não se comover ao tirarem a vida de pessoas, de verem-nas nas ruas?
só temos uma explicação: é o capitalismo! ele que vem para fazer com que nos transformemos em máquinas, que deixemos de ter sentimentos.
o que dá mais medo é pensar onde isso vai parar. é, exatamente isso. porque, se hoje, as pessoas já matam e não sentem culpa, já abortam e não têm 'crise de consciência', já pouco se importam com o futuro da sociedade e nação, imagina daqui a alguns anos?
eu tenho medo ao ver isso na sociedade. e tenho raiva em ver que as pessoas pouco se movem para agir contra tudo isso. se sentem indiferentes.
infelizmente, não podemos agir pelas pessoas, e só por nós mesmos. o que esperamos é que, em algum momento, essas pessoas consigam enxergar o que poderá nos acontecer e tentar mudar. mas só espero que isso aconteça a tempo de evitar grandes problemas.

pequenos gafanhotos

quem pode prever o que vai acontecer no futuro? ninguém, eu suponho. e é estranho como o futuro se transforma em presente e este, rapidamente, torna-se o passado. mas há coisas que, mesmo mudando de presente para passado, marcam nossa vida de forma tão intensa que reflete no nosso presente futuro para sempre.
alguma dessas 'coisas' são pessoas. pessoas especiais e sinceras que fazem os dias serem divertidos, a caminhada menos árdua e a vida mais suportável.
pessoas que riem das coisas mais idiotas que você diz e que, com palavras e risadas, fazem seus problemas parecerem insignificantes. pessoas que estão sempre de bom humor e, mesmo com problemas, olham para você, sorriem e dizem 'Bom dia!', como se os problemas não fosses dignos de quebrar a alegria e nos dão a certeza de que, realmente, não são.
pessoas que, enfim, são como pequenos gafanhotos: pequenos no mundo mas tão importantes para toda a natureza, que viveria desequilibrada sem estes.
são pequenos gafanhotos que, verdinhos como a grama, pulando pelas folhas sem preocupações, fazem o mundo ser suportável e valer a pena.

texto de Thamara Meireles, minha Pequena Gafanhota (rs)
editado por @jayrolivisson

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

caráter na política: uma necessidade!

bom, como estamos em época de política e como todos nós temos a obrigação de nos interessar por ela, então falemos dela!
antes que você queira usar essa sua cabeça pérfida para me atacar, digo: não quero induzir ninguém a nada. sou um cidadão e DEVO exercer meus direitos. um deles a liberdade.

a política hoje em dia, infelizmente, tem sido uma grande decepção, pelo menos para nós, cidadãos honestos. políticos que só querem roubar os cofres públicos, governantes que não se importam com o futuro do próprio país. as fraudes nos senados, câmaras e palácios estão tão comuns que nós, povo brasileiro, passamos a fingir que nada vemos.
a corrupção cada vez mais presente no poder. o pouco caso e interesses sobre as mesas dos governantes. o poder subindo à cabeça dos políticos, que abusam desta condição. mas estes (políticos) sempre com uma mentira na manga, pra tentar enganar o país.
a minha pergunta é: até quando nós teremos que ver esse 'vetê'? até quando nos calaremos enquanto a corrupção reina no governo do nosso país? até quando veremos os problemas sociais, econômicos, ambientais e seremos indiferentes a eles? até quando?
um Brasil de tanta diversidade, de tanta beleza, de tanta pluralidade e singularidade ao mesmo tempo; um país com tanto futuro, mas que não têm perspectivas de progredir.
mas acredito que política não seja somente poder. ela vai muito além disso. ela engloba o que atualmente está em falta no mercado político: caráter.
votar em uma pessoa que, indiretamente, lhe proporcionou benefícios, é, por um lado, aceitável. mas não acredito que só por isso você tenha que votar nela. onde estaria a democracia nisso? não é mais que obrigação dos nossos governantes nos propor condições de vida melhores, levar-nos ao progresso. se não, estaríamos revivendo o coronelismo, com compra e troca de votos.
NOSSO PAÍS NÃO MERECE TANTO DESCASO! nós temos que mudar isso. temos que eleger aquele que achamos melhor representar nossa sociedade, aquele que propõe o mesmo que o nosso caráter permite.
não se renda à troca de favores ou compra de votos. pelo contrário, não eleja esses que só são eleitos pelos 'benefícios' que ele proporcionou.
nós não podemos deixar com que nosso caráter vá pro ralo, assim como toda a sujeira da nossa política.
ACORDA, BRASIL! podemos reverter essa situação.